chimero01


Grafika Cover

28Mai09

Não sei porque me lembrei deste vídeo talvez pelo facto de ser feito através de fotografias como o anterior… Para quem não conhece aqui fica… Arrepiante se pensarmos que cada frame é pintado, apagado e pintado de novo para o próximo… Foi realizado em Buenos Aires e o site pessoal do artista é www.blublu.org/

Um brinde à liberdade de criação…

Have fun!


 

 

 

Deparei-me com isto à uns dias atrás. Gosto especialmente porque se passa numa cidade que simplesmente adoro.

É um pequeno filme feito em stop motion. Foram usadas cerca de 4500 fotografias tiradas com uma canon EOS 30D.Um belo trabalho, diga-se. Apreciem. =)


Well..someone once said that we are running down the street in our underwear. Let’s get naked, enjoy! =)


Sempre gostei de viajar, e sempre tive a sorte de ter a oportunidade para o fazer.  Conhecer novos hábitos, culturas e pessoas dá-nos uma bagagem pessoal e profissional que dificilmente se encontra em qualquer livro ou universidade. 

Recentemente, enquanto revia alguns álbuns de viagem, notei que em cada um deles existem uma serie de fotografias relacionadas com a sinalética e linguagem do país onde estou. Chamemos-lhe uma mania, ou até mesmo um vicío , que se relaciona directamente com o gosto pelo design gráfico, tipografia e principalmente pelo contacto com uma língua que não tem a mesma origem que a nossa, e que naturalmente usa outro alfabeto e consequentemente outros símbolos.

Achei por bem partilhar algumas dessas imagens porque com certeza que não serei a única maluquinha por esse mundo fora a tirar fotografias a sinais de trânsito. =)

 

Ah, e peço desde já desculpa caso esteja a insultar alguém sem saber. Como devem imaginar o meu nível de islandês é nulo. 

 

 


god

Não comemos carne mas sim marisco e caviar.

Para um coração ainda mais criativo. Amén


Provavelmente esta será a questão mais debatida por críticos, designers, historiadores e criativos em geral: o que é o Design? é Arte? Como se pode encaixar o Design como disciplina? Quais as suas limitações e onde se aproxima ou afasta da criação artística?

Será necessário começar com duas importantes teorias sobre o Design: Victor Papanek (em Design for the Real World) disse: “Todos os homens são designers. Tudo o que fazemos, quase todo o tempo é Design. O planeamento e a configuração de qualquer acto tendo em vista uma finalidade constitui o processo de Design.”
Todo o Design pressupõe a resolução de um problema utilizando um método projectual. Tem a função de simplificar e melhorar a vida dos homens. Procura como acção ética libertar o homem de tarefas exaustivas, apoiar a diversidade cultural e aumentar a sustentabilidade global diminuindo ao máximo os danos ecológicos que advertem da produção industrial.
“Design não é apenas criar um objecto, mas tudo o que está associado a esse processo.” (Horst Oehlke).
O design não se limita à criação por si só, como acto isolado, assenta em bases ergonómicas e antropométricas que visa responder e solucionar determinadas questões.
“Assim o termo designer refere-se não só a alguém que fornece um serviço a uma empresa mas a um indivíduo que pratica uma profissão intelectual” (definição do ICSID).
Criar de dentro pra fora.

Com isto, existem limitações reais que têm que ser pensadas, calculadas e experimentadas e por isso não se pode inserir categoricamente o Design na Arte ou nas chamadas “belas artes”. Se pensarmos que no bom design/boa concepção “a forma segue a função”, a forma- componente estética ficará para segundo plano, sendo uma consequência da função utilitária do objecto. Logo se existe uma comparação com a Arte e se considerarmos que toda a Arte é livre de limitações, é a liberdade total do artista, o Design nunca poderá fazer parte dela.
Mas como o “meio é a matéria” o meio pressupõe uma mensagem transmitida pela matéria (material) que comunica com o utilizador. É neste ponto que me posso sustentar para dizer que o Design toca na Arte, visto que comunica igualmente usando códigos estéticos. Embora a Arte tenha o objectivo de tornar a vida mais bela, de mexer com os nossos sentimentos e de nos fazer aceitar as ideias dos outros com a mesma liberdade que defendemos as nossas.

Portanto, o Design só se aproxima da Arte quando apela aos nossos sentimentos, caso contrário não existiriam objectos de culto ou objectos com valor afectivo, aqueles que guardam vivências e recordações. Esses objectos muitas vezes não são exemplares únicos mas não deixam de nos completar como pessoas, de fazer parte integrante de nós, todos os dias. Aí sim, o Design ultrapassa os seus limites primários e culmina no expoente máximo, que cada designer pode ambicionar quando projecta um objecto.
“A finalidade última do Design é transformar o ambiente e as ferramentas humanas e, consequentemente, o próprio homem.” (ICSID)


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Para quem estiver interessado aqui ficam duas exposições com algum potencial:

A primeira, tem como tema o percurso formativo de Tomás Maldonado, a segunda debruça-se sobre a dimensão sonora dos objectos e o papel do som enquanto elemento identificativo de objectos e marcas.

Para mais informações :

http://www.triennaledesignmuseum.it


Inspiração.

31Mar09

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Acontece-me frequentemente, ter luzes.

Não aquelas do género “Vi Jesus cristo numa sandes de manteiga!”, não.  As luzes que falo são aqueles rasgos de ideias brilhantes que surgem sem pensarmos muito e fogem tão rapidamente como vieram. Essas sim, para mim são as verdadeiras ideias.

É claro, que em termos práticos não podemos depender delas para criar um projecto. É quase impensável  aliás, usar um método artístico (se é que ele existe) para criar um projecto que à partida tem limitações formais, estéticas ou mesmo linguísticas.  Em conversa com um amigo arquitecto, ele dizia-me que se regia (e que eu devia fazer o mesmo) por uma frase já sobejamente conhecida, “num projecto 10% é inspiração e 90% é transpiração”.

Ora eu não sei como será na arquitectura,mas recuso-me a acreditar nisso no que diz respeito ao design. É claro que aqui as opiniões irão divergir, mas a verdade é que para mim um designer tem sempre que ter o seu lado de artista, o lado conceptual, teórico, o tal lado que lhe dá “luzes”. Nunca desvalorizando o trabalho prático (a dita transpiração), porque também é uma ferramenta essencial num método projectual, sou da opinião de que nós (designers) devemos ver, sentir e ouvir sempre coisas novas. Nunca estagnar. Inspirar-nos nos outros, para que eles se inspirem em nós.

Aliada ao trabalho prático, a inspiração é a outra ferramenta  poderosa que um designer deve saber manejar. Só assim se chega a ideias originais. Só assim se projecta com afinco. E só assim se chegam a resultados de qualidade.

Para quem tem dificuldade em fazê-lo, ou seja em inspirar-se, aqui fica uma dica:

Experimentem voltar ás origens.

Às origens do design, às origens do designer. E criem. Criem de dentro para fora, criem com significado, criem como se não houvesse amanhã.

The time is now!